
“A Filosofia é o caminho para a verdadeira felicidade e cujos misteres são dois : Contemplar a Deus e abstrair a alma do sentido corpóreo”.
( Sócrates )
Foi apresentado, na última quinta-feira, pelo grupo Douta Ignorância, o primeiro seminário de filosofia do ano. O grupo baseou-se no livro "Apologia de Sócrates" para fazer a apresentação.
Foram abordados vários apectos interessantes da vida do filósofo, desde a época em que ele viveu - Século de Péricles - até o seu julgamento, do qual saiu condenado.
Passou-se pela criação do conceito de maiêutica, que é o momento do "parto" intelectual da procura da verdade no interior do Homem. A auto-reflexão. Sócretes aplicou-a para questionar os supostos "detentores do conhecimento" - os nobres - os quais se diziam mais sábios que o resto do povo. Sócrates, então, questionava-os e eles nada sabiam responder.
Foi contada a história de quando Sócrates consultou o oráculo de Delfos e descobriu que era o homem mais sábio de sua época. Porém, o filósofo não concordou com esta afirmação e procurou pessoas que ele julgava serem sábias (políticos, poetas, artesãos) e chegou à conclusão de que ninguém o era realmente.

Por fim, contou-se a respeito do julgamento de Sócrates, que fez a sua defesa em forma de perguntas para Meleto - acusador - que não tinha respostas e , se as tivesse, Sócrates já as previa. Após a condenação, Sócrates pôde escolher sua pena, porém não aceitaram o que ele, ironicamente, propôs: fazer refeições onde os vencedores das Olímpiadas faziam. Então, ele preferiu ser condenado à morte a parar de filosofar.
Foi feita uma analogia entre Sócrates e Martin Luther King, o qual defendia que os negros não deveriam acatar a tudo o que quisessem os brancos, ou seja, ele defendia a igualdade entre os seres humanos. Sócrates, por sua vez, pediu para que as pessoas fizessem justiça, não deixando que a soberba e o dinheiro prevalecessem no mundo.
Para completar a apresentação, foram passados slides de alguns julgamentos relevantes da História e, tabém, fotos de pessoas marcantes no cenário brasileiro e mundial.
O seminário, em seu todo, foi muito bom. Percebeu-se que o grupo empenhou-se bastante, o que implicou um resultado positivo. Aprendeu-se bastante sobre Sócrates com esta apresentação.
O termo Big Brother (Grande Irmão) é referência ao livro “1984”, de George Orwell. Mas o reality show "Big Brother" consiste em um monitoramento de pessoas confinadas numa casa 24 horas por dia, com posterior exposição pública de suas intimidades. Um programa composto em sua estrutura por um número X de participantes e que durante algum período disputam não apenas o prêmio final, mas também a simpatia do telespectador. Os programas permitem ao espectador analisar/avaliar a partir de várias câmeras o comportamento do participante no jogo. O grupo traçou um paralelo com a alegoria do panóptico, usada por Foucault (1926-1984) em seu livro Vigiar e Punir, de 1975. Essa alegoria explicita um modelo de prisão circular de celas individuais, dividas por paredes e com a parte frontal exposta à observação do vigia por uma torre do alto, no centro, de de maneira que o vigia poderia observar-lhes e eles não o saberem.Como a invasão é consciente tanto para quem vê quanto para quem é visto, os participantes acabam vestindo uma máscara, assumindo uma postura divergente da própria. São atores sociais: incorporam um estilo de vida e atuam durante o programa. Não há como pensar que os participantes agem naturalmente durante o confinamento. Eles têm consciência da não-privacidade a que se sujeitaram, pretendem ganhar o prêmio maior do programa. Para isso, precisam convencer de alguma forma quem os assiste, adquirir simpatia para que não sejam eliminados e possam continuar na competição. Mas um fator está a favor de todos os competidores: eles têm um público que gosta de assisti-los e eles de serem vistos.






