Clarice Lispector
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
O Dom de Não Entender
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Admirável Mundo Novo
Segue abaixo um comentário sobre a Utopia de Thomas More, tema do seminário do nosso grupo.A concepção da ilha de Utopia está toda enraizada em duas idéias: a não existência da propriedade privada é a primeira. A segunda é o alcance dos interesses individuais, entendido como apenas viável, se feito através do preenchimento prévio das necessidades coletivas. Esses conceitos são centrais na obra. Todo os outros elementos do funcionamento tanto dos costumes, quanto da cultura, como do governo são diretamente ligados a esses pontos. O autor vê a propriedade privada como a essência das mazelas do homem. Podemos entender
como propriedade privada a desigualdade material, e se refere muito mais a propriedade privada como vemos hoje, do que à concentração de riquezas por direito de posse, como no caso da nobreza européia tradicional. Da mesma forma, a necessidade de ver a sociedade como um conjunto e de subordinar os interesses individuais aos coletivos são a única maneira de alcançar prosperidade e progresso.
Thomas More escreveu uma obra onde descreve uma sociedade que entende como melhor que aquela onde vivia. Isso todos sabem. O próprio nome da ilha acaba apontando essa concepção geral de que Utopia (que vem do grego, ou-topos: lugar nenhum) é considerada como o local onde se encontraria a sociedade ideal, e sendo ideal, inalcançável. Mas embora o nome da ilha indique que esta exista em um lugar nenhum, ela é situada geograficamente na América, no novo mundo. Ela não é colocada num lugar imaginário, num lugar espiritual, ou num lugar perdido. A ilha existiria no novo continente, sendo então possível fazer a viagem para lá. E é exatamente o que fez Rafael Hitlodeu, o viajante do qual supostamente More ouviu falar da ilha. Por sinal, idoso e sábio, Rafael Hitlodeu representa o rei filósofo de Platão. Essa localização no Novo Mundo está ligada a idéia da esperança de um novo tempo, de uma nova era para o homem, que é o Renascimento e o Humanismo. A descoberta de uma nova terra trazia consigo uma nova chance, isto é, para os insatisfeitos com o mundo europeu, a possibilidade tanto de encontrar uma nova civilização melhor, quanto um novo lugar para experimentar. O Humanismo do autor estava fazendo um grande rompimento com a idade média, não estava interessado na promessa de uma recompensa no além, no espírito, está preocupado com o mundo físico, com o mundo temporal. Um dos maiores méritos do livro Thomas More foi deslocar o Paraíso para o mundo real.

[ suposto mapa de utopia ]
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Normal
Escrevi esse texto há algumas semanas atrás. Acho que as idéias que coloquei nele ilustram e, de alguma forma, complementam o que a Letícia nos trouxe no post anterior. Espero que vocês gostem!
Você é especial e eu também. Sua crise existencial já tive ontem. Também sou o fã número um. E o mundo tampouco me compreende, mesmo sendo feito para nós todos. Todos ciência, equação. Eu e você. Tudo igual. Especial? Sim, isso é normal.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Contradição
Queria deixar aqui uma coisa que a Nathalie comentou quando a gente preparava nosso mini-seminário e achei interessante. Era sobre a tendência das pessoas se mostrarem (ou pelo menos tentarem se mostrar) individuais, diferentes. Parece que está “na moda” querer chamar a atenção pela diferença. Ao mesmo tempo, muitos estudiosos afirmam o inverso: há a solidificação de uma cultura de massas com tendência a padronização de costumes e pensamentos.
Ouvimos na rádio as mesmas músicas que estão no topo da lista de rádios americanas, européias, entre outras. A maioria se veste de maneira particularmente igual: jeans ou roupas e calçados da moda. Seguimos modas lançadas por personagens de novelas e figuras famosas. Grande parte de nossos assuntos do dia-a-dia, como vimos nas aulas de Sociologia, são “pautados” pela mídia. Com a facilidade que aderimos a uma idéia que vemos na TV, também nos livramos dela, a partir do momento que não assistimos mais esse determinado assunto.
Há exceções, mas acredito que muita gente que se sente diferente, no fundo é igual a todo mundo. À medida que estamos cada vez mais iguais, achamos que somos cada vez mais diferentes.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Problemas Técnicos
Olá utópicos que aqui frequentam.
Em nome dos integrantes d'O Olho do Tigre venho escralarecer os motivos pelo nosso sumiço.
Tivemos problemas 'tecnicos', mas já estamos de volta =)
O blog e todo seu conteúdo estão atrasadíssimos. Estará em dia na próxima semana, afinal ainda nem falamos sobre o nosso super seminário do bimestre passado:
"A Utopia" de Thomas More
E modéstia à parte, mandamos MUITO BEM!!!
Deixo a todos um vídeo do professor Paulo Guirardelli sobre o que é filosofia.
Devorem com olhos de tigre!
Até breve
Em nome dos integrantes d'O Olho do Tigre venho escralarecer os motivos pelo nosso sumiço.
Tivemos problemas 'tecnicos', mas já estamos de volta =)
O blog e todo seu conteúdo estão atrasadíssimos. Estará em dia na próxima semana, afinal ainda nem falamos sobre o nosso super seminário do bimestre passado:
"A Utopia" de Thomas More
E modéstia à parte, mandamos MUITO BEM!!!
Deixo a todos um vídeo do professor Paulo Guirardelli sobre o que é filosofia.
Devorem com olhos de tigre!
Até breve
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Muito prazer!

O mini-seminário deste segundo bimestre apresentado pelo grupo Cabeças Bem Feitas, no dia 31 de maio, falou sobre o Prazer. Confesso que foi meu mini-seminário favorito até agora, justamente porque pensei que tal tema não daria tanto pano pra manga. Estava errada: Passamos por Epicurismo, Hedonismo, Educação, Arte, Televisão, Sexo, Música e Religião. Um debate que me fez pensar na busca pelo prazer do ser humano do século XXI: quando mais rápido ele vier, melhor; menos tempo perdemos, mais rápido iremos dormir e mesmo assim nunca estaremos descansados o bastante para desfrutar do nosso dia. Na crescente falta de tempo do cidadão paulistano, é difícil arrumar tempo para conversar com as pessoas, admirar uma paisagem ou até mesmo respirar aliviado. Sempre estamos cheios de tarefas, trabalhos, leituras obrigatórias e complementares, e até mesmo destinados a cumprir o expediente do emprego. Importante levantar novamente a questão da Amanda: “O que você faz no seu tempo livre?” Ou até melhor: “É VOCÊ quem faz o seu tempo livre?” Se sim, “você consegue aproveitá-lo do modo que queria?”
A busca pelo prazer não pode terminar numa satistação imediata e descartável, mas sim em uma meta eterna, na qual devemos implantar sempre um objetivo maior, e, conseqüentemente, um prazer durável e melhor aproveitado.
A busca pelo prazer não pode terminar numa satistação imediata e descartável, mas sim em uma meta eterna, na qual devemos implantar sempre um objetivo maior, e, conseqüentemente, um prazer durável e melhor aproveitado.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
A Beleza e seus Pré Conceitos

Já dizia o poeta "As muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental". Mas será mesmo? Será que o padrão ideal (que nunca é o mesmo de uma década a outra) existe? O que é ser belo? Quem define a beleza "mais bonita"?
Todas as sociedades sempre foram normatizads por padrões estéticos. A beleza (e seus padrões pré definidos) sempre foram fator de distinção social, porém, nunca como têm sido para o homem do século XXI.
A culpa recai sobre a mídia, que , segundo os cidadãos, manipula e influencia adultos, adolescentes e crianças. De fato, a mídia funciona como formadora de opinião, mas não se pode culpá-la, exclusivamente, pelas loucuras que as pessoas fazem em busca de uma beleza inatingível, uma vitalidade surreal, e mesmo, pela banalização da saúde(e que se leve em conta , anabolizantes, remédios, músculos, anorexia, bulimia e derivados).
O homem moderno não consegue ser Narciso, nunca se contenta com o reflexo que encontra no espelho. Os séculos de massacre social baseados na beleza são responsáveis por uma insegurança sem fim, onde agradar o próximo é mais importante do que se auto-aceitar. E o que era uma mania absolutamente feminina toma conta, cada vez mais, do universo masculino, visto os metrosexuais, muitas vezes mais vaidosos que as mulheres.
E onde fica a harmonia das formas? O diferencial de cada um,onde fica? Será que todos terão de ser "Barbies" pré-mildadas? Ao que parece sim. Ao menos até que uma grande discussão sobre a quebra de esteriótipos seja promovida (como a que está sendo veiculada pela marca Dove), a fim de que se mobilize a socieadade para que se preocupe com a beleza, desde que com inteligência, saúde e naturalidade. fazendo com que o homem aceite suas imperfeições e encontre a harmonia dentro delas.
Ou ainda nas palavras de Vinicius: "E em sua incalculável imperfeição constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda criação inumerável".
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